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O Libertario

Psicologia Social: porque políticos são tão ruins


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Dentro da atual realidade política brasileira, onde há tantas possibilidades de enormes mudanças nos nomes que ocupam os cargos públicos, o que não falta são indicações de quem deveria ou não deveria ocupar a presidência da república, ministérios, etc. Marina Silva recentemente propôs nas redes sociais que nem Dilma, nem Temer deveriam assumir a presidência, mas que novas eleições gerais devessem ser convocadas. O brasileiro comum, pobre e mais vulnerável aos caminhos da política tem muita sabedoria em dizer que, tirando “todo mundo que tá aí”, não há ninguém melhor para substituir. Esse problema não é coisa do momento do país nem escolhas erradas de eleitores; trata-se de uma deficiência crônica da política. Ela permite que a incompetência seja premiada com mais poder.

O grande problema que explica a péssima qualidade da administração de políticos está muito longe de ser uma questão de se adicionar mais leis ainda sobre quem pode ou não ser eleito, ou de pressionar os políticos a fazerem o que prometem. Entenda, primeiramente, que você não possui poder algum efetivo. Toda mudança pela qual você militar, se estiver reivindicando uma ação do governo, necessariamente dependerá da boa vontade ou do interesse dos políticos em questão.

Vivemos numa realidade onde o governo é uma república democrática representativa, e aí está, em boa parte, a explicação da negligência dos políticos.

Em primeiro lugar, na república o governo “não possui donos”. Um político é como que um locatário de uma posição que possui temporariamente; ele não é realmente dono de todas as escolas, bancos e hospitais que administra. O interesse que um político pode vir a ter em administrar bem não pode ser outro senão a benevolência. E boa vontade não é uma garantia para milhões de pessoas que ficam à mercê com serviços péssimos. Somente o interesse de lucro e enriquecimento pode de fato fazer com que um indivíduo tenha compromisso e interesse pessoal em administrar bem um recurso. O dono de um hospital que errar em sua administração e cuidados sentirá no seu próprio bolso os efeitos de seu desleixo. A boa administração é mantida não pela bondade para com os enfermos, mas com o interesse e ganância pelo dinheiro. E isso é maravilhoso. Dessa forma, somente através de proprietários privados é que podemos prever que há compromisso e interesse em boa gestão e alocação de recursos.

Um outro grande problema está no tipo de pessoa que uma estrutura política democrática tende a empoderar. No livre mercado e em toda realidade não governamental, uma pessoa só acumula riqueza agregando valor. Isso significa que, ao contrário dos políticos, você não pode enriquecer simplesmente se juntando com seus colegas de trabalho e decidindo que merecem receber mais dinheiro alheio como salário. Esse privilégio pertence semente aos políticos. Todo brasileiro alguma vez na vida já deve ter se questionado porque tanto se esforçar, se um deputado “trabalhando” três dias por semana recebe trinta mil reais por mês. A triste realidade é que à medida que o governo se torna cada vez mais o agente tomador de decisões em uma sociedade e cada vez mais são os meios políticos os utilizados para mudar a realidade (ou seja, indivíduos organizados no estado para impôr sua decisão a todos seus governados), mais pessoas com talentos políticos se tornam protagonistas e ativistas na sociedade, e cada vez menos pessoas com capacitação para atuar com eficiência e resultados têm a possibilidade de atender às demandas do momento. Na democracia, o único argumento é o número. O político eleito por sufrágio tem como única justificativa para seu poder o consentimento de uma determinada parcela da população. São talentos completamente independentes de eficiência e boa gestão que levam um político a convencer eleitores. É a persuasão, demagogia, intriga, promessas e ameaças que levam políticos a conquistarem seus cargos.

Políticos são inerentemente bons convencedores, mas péssimos gestores. Precisamos diminuir o quanto possível o escopo de ação dessas pessoas, e deixar que indivíduos bons no que fazem, com interesse e comprometimento pessoais, ofereçam o resultado de seu trabalho legítimo para a sociedade.

Darwin Ponge-Schmidt – Fotógrafo e estudante autodidata de temas relacionados às Ciências Sociais. Interessado em economia, artes, linguística e ciências de forma geral. Anarcocapitalista, belo e moral.

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Darwin Ponge-Schmidt - Fotógrafo e estudante autodidata de temas relacionados às Ciências Sociais. Interessado em economia, artes, linguística e ciências de forma geral. Anarcocapitalista, belo e moral.

One comment

  1. Well it is good to hear he admits the faults so maybe his future ambitions won’t fly to high only to be burned up by it’s own hubris. Let’s hope this is a sign that he and his team might actually try their hardest to fix the Mighty no 9.

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