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O Libertario

Em defesa do egoísmo


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“Você é um egoísta”, você com certeza já deve ter escutado alguém proferindo essa frase ao se referir a alguém de forma ofensiva, mas será que essa pessoa realmente sabe o que é o egoísmo? Primeiramente informo que o egoísmo não é algo ruim, pelo contrário, ele é algo natural do ser humano, toda ação é egoísta como explica o filósofo Friedrich Nietzsche em sua obra “A vontade de poder”: “Não pode haver ações que não sejam egoístas. Palavras como «instinto altruísta» soam aos meus ouvidos como machadadas. Bem gostaria eu que alguém tentasse demonstrar a possibilidade de atos desses! O povo e quem se lhe assemelha é que acredita que eles existem. Também há quem creia que o amor maternal e o amor carnal são sentimentos altruístas!
É um erro histórico supor que os povos sempre equipararam o sentido de egoísmo e de altruísmo ao de bem e de mal. Bem mais antiga é a concepção de lícito e ilícito, respectivamente como bem e mal, em conformidade com o cumprimento ou falta de cumprimento dos costumes.

Para Nietzsche, o egoísmo pode ser muito valioso e deverá ser preservado caso se encontre na linha ascendente da vida, mas pode ser algo desprezível caso se encontre em sua linha descendente.
“O egoísmo vale o que valer fisiologicamente quem o pratica: pode ser muito valioso, e pode carecer de valor e ser desprezível. E lícito submeter a exame todo o indivíduo para se determinar se representa a linha ascendente ou a linha descendente da vida. Quando se conclui a apreciação sobre este ponto possui-se também um cânone para medir o valor que tem o seu egoísmo. Se se encontra na linha ascendente, então o valor do seu egoísmo é efetivamente extraordinário, — e por amor à vida no seu conjunto, que com ele progride, é lícito que seja mesmo levada ao extremo a preocupação por conservar, por criar o seu optimum de condições vitais. O homem isolado, o «indivíduo», tal como o conceberam até hoje o povo e o filósofo, é, com efeito, um erro: nenhuma coisa existe por si, não é um átomo, um «elo da cadeia», não é algo simplesmente herdado do passado, — é sim a inteira e única linhagem do homem até chegar a ele mesmo… Se representa a evolução descendente, a decadência, a degeneração crônica, a doença (— as doenças são já, de um modo geral, sintoma da decadência, não causas desta), então o seu valor é fraco, e manda a mais elementar justiça que ele subtraia o menos possível aos bem constituídos. Ele não é mais do que o parasita destes…
Friedrich Nietzsche, Crepúsculo dos ídolos, capítulo:INCURSÕES DE UM EXTEMPORÂNEO, versículo:33

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Friedrich Nietzsche, filósofo alemão do século XIX

 

Mas depois de toda essa explicação nietzscheana ainda paira uma dúvida no ar, o que é egoísmo?
Segundo a filósofa Ayn Rand e sua ética objetivista, o egoísmo(um egoísmo racional) é colocar os interesses particulares do indivíduo acima do interesse coletivo, o princípio básico da ética objetivista é que, da mesma forma que a vida é um fim em si, cada ser humano é um fim em si também, e não simplesmente um meio para outros fins ou o bem de outros. Portanto, ele deve viver focando em sua própria felicidade, e não se sacrificando por outros. O alcance da felicidade seria o maior objetivo moral do homem. Isso quer dizer que o homem não pode ajudar o próximo? Claro que não, o indivíduo obviamente pode ajudar os outros indivíduos que estão ao seu redor, mas isso também é uma forma de egoísmo, pois é do interesse particular desse indivíduo ajudar o coletivo, o que comprova a tese de Nietzsche de que toda ação é egoísta. Quem pode explicar melhor isso é o economista Ludwig Von Mises da Escola Austríaca, em seu magnum opus Ação Humana(capítulo 8, parte 1) ao explicar do que é composto a sociedade:
“Sociedade é ação concertada, cooperação. A sociedade é a consequência do comportamento propositado e consciente. Isso não significa que os indivíduos tenham firmado contratos por meio dos quais teria sido formada a sociedade. As ações que deram origem à cooperação social, e que diariamente se renovam, visavam apenas à cooperação e à ajuda mútua, a fim de atingir objetivos específicos e individuais. Esse complexo de relações mútuas criadas por tais ações concertadas é o que se denomina sociedade. Substitui, pela colaboração, uma existência isolada – ainda que apenas imaginável – de indivíduos. Sociedade é divisão de trabalho e combinação de esforços. Por ser um animal que age, o homem torna-se um animal social. O ser humano nasce num ambiente socialmente organizado. Somente nesse sentido é que podemos aceitar quando se diz que a sociedade – lógica e historicamente – antecede o indivíduo. Com qualquer outro significado, este dito torna-se sem sentido ou absurdo. O indivíduo vive e age em sociedade. Mas a sociedade não é mais do que essa combinação de esforços individuais. A sociedade em si não existe, a não ser através das ações dos indivíduos. É uma ilusão imaginá- la fora do âmbito das ações individuais. Falar de uma existência autônoma e independente da sociedade, de sua vida, sua alma e suas ações, é uma metáfora que pode facilmente conduzir a erros grosseiros.” 

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Ayn Rand, filósofa russa do século XX, criadora da filosofia objetivista

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Ludwig Von Mises, economista do século XX, é tido como o maior nome da Escola Austríaca

 

Sem o egoísmo não há avanço econômico, pois o homem não é um ser naturalmente bom, é o egoísmo do padeiro que põe na sua mesa o pão que você come no café da manhã, o padeiro não é um cara bonzinho e muito menos se importa com você(uma pessoa que ele sequer conhece), mas devido a sua busca irracional pelo lucro(o que é algo positivo e egoísta) ele tende a fazer um ótimo serviço(ele não vai vender um pão estragado por exemplo) e com um preço acessível(se ele coloca caro demais, o consumidor irá comprar com o concorrente), tudo isso apenas para satisfazer os seus desejos egoístas(muito malvado esse egoísmo em…).  Como dissera o pai da economia moderna Adam Smith: “Não é da benevolência do açougueiro, do cervejeiro e do padeiro que esperamos o nosso jantar, mas da consideração que ele têm pelos próprios interesses. Apelamos não à humanidade, mas ao amor-próprio, e nunca falamos de nossas necessidades, mas das vantagens que eles podem obter.
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Adam Smith, pai da economia moderna
CONCLUSÃO:

O egoísmo está diretamente relacionado com a liberdade, a liberdade não é algo coletivo, e sim algo individual, o ato de você colocar seus interesses pessoais acima do coletivo ou de se isolar da “sociedade”(como vimos em Mises, a sociedade é abstrata) é a essência da liberdade como explica Arthur Schopenhauer em sua obra “Bastar a si mesmo”:
Cada um só pode ser ele mesmo, inteiramente, apenas pelo tempo em que estiver sozinho. Quem, portanto, não ama a solidão, também não ama a liberdade.” O homem é egoísta por natureza, logo, utilizar o termo “egoísta” como ofensa demonstra uma enorme hipocrisia e ignorância do proferidor da palavra.

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Arthur Schopenhauer, filósofo alemão do século XVIII

 

FONTES:

Vontade de Potência, Nietzsche(livro pdf)

Crepúsculo dos ídolos, Nietzsche(livro pdf)

Ação Humana, Mises(livro pdf)

Bastar a si mesmo, Schopenhauer(livro para comprar, não achei o PDF)

Artigo do Rodrigo Constantino sobre o objetivismo de Ayn Rand

A nascente, Ayn Rand(livro pdf)

A riqueza das nações, Adam Smith(resumo pdf)

 

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6 comments

  1. Nada de novo no discurso da direita elitista. Mais um sujeito pago e patrocinado por empresários para ajudá-los na cunhagem e disseminação de uma retórica de justificação teórica do capitalismo, do neoliberalismo, da exploração do homem pelo homem, etc, etc, etc… O texto é tão pobre conceitualmente que não resistiria a 3 páginas de kantismo (me refiro a “Fundação da Metafísica dos Costumes” de Kant). Aliás, o texto se baseia em autores que tem em comum o fato de “atirarem no próprio pé” ou seja, autores que apresentam contradições que depõem contra suas próprias bases teóricas.

    Pra começar, o texto busca embasamento da sua tese em prol da justificação do egoísmo no plano teórico principalmente dos escritos de Nietzsche. Ora, mas o que haveria de problemático nisso? Nada, a não ser o fato de que a maioria que cita textos de Nietzsche, desconhece por completo as conclusões e consequências necessárias da sua filosofia. Sua filosofia apresenta três estágios principais de “destruição de ídolos” mas só os dois primeiros passos ou estágios são convenientemente citados por aí. No primeiro, o pensador começa sua jornada filosófica apresentando suas suspeitas contra a “vontade de verdade” presente na filosofia (esquecendo-se, talvez, que seu questionamento também fazia parte do puro filosofar); depois, crê ingenuamente ter desacreditado por completo a ciência e por fim, acredita ter demonstrado a impossibilidade mesma de se constituir ou demonstrar qualquer verdade que seja, inaugurando o chamado “perspectivismo”.

    Assim, sua jornada filosófica termina em uma fatal conclusão, bastante infantil e patética mas absolutamente previsível desde o começo de seus textos quando já flertava contra a verdade filosófica: “é verdade que não existe verdade”.

    É com base neste tipo de escritos que os senhores imperadores pretendem construir sua retórica de coonestação e/ou justificação de toda sorte de exploração e injustiças.

    É salutar lembrarmos de que, graças exatamente a existência de uma universalidade de conceitos éticos compartilhada, portanto, por todos os seres racionais, é que se torna necessário que todo e qualquer tipo de postura leviana, que traga impactos negativos para a coletividade tenha que ser amparada por algum tipo de justificação no plano teórico. Em outras palavras: não importa o quão absurda e injusta seja a postura de indivíduos, partidos, empresas ou grupos sociais em geral; ou o quanto eles afirmem desprezar conceitos como ciência, verdade, ética universal e afins. Eles sempre terão que encontrar uma retórica de legitimação para disfarçar o uso da força e a injustiça. Do contrário, por que Hitler se daria ao trabalho de dissimular seus planos mesquinhos de poder e dominação criando uma tese de justificação como o Arianismo?

    • Boa noite, primeiramente, não sou de direita e nem recebo dinheiro de ninguém(você afirmou você que prove o que afirma). Você afirma que meu texto não aguentaria um argumento kantiano, bom até agora você não me apresentou nenhum argumento de Kant e muito menos refutou o meu artigo.
      “Aliás, o texto se baseia em autores que tem em comum o fato de “atirarem no próprio pé” ou seja, autores que apresentam contradições que depõem contra suas próprias bases teóricas.” Me mostre as supostas contradições dos autores citados por mim, seu “argumento” é um mero ad hominem contra os autores, não atacou de fato nenhuma das ideias dos mesmos, além de cometer a famosa falacia da esquiva.

      “Pra começar, o texto busca embasamento da sua tese em prol da justificação do egoísmo no plano teórico principalmente dos escritos de Nietzsche. Ora, mas o que haveria de problemático nisso? Nada, a não ser o fato de que a maioria que cita textos de Nietzsche, desconhece por completo as conclusões e consequências necessárias da sua filosofia. Sua filosofia apresenta três estágios principais de “destruição de ídolos” mas só os dois primeiros passos ou estágios são convenientemente citados por aí. No primeiro, o pensador começa sua jornada filosófica apresentando suas suspeitas contra a “vontade de verdade” presente na filosofia (esquecendo-se, talvez, que seu questionamento também fazia parte do puro filosofar); depois, crê ingenuamente ter desacreditado por completo a ciência e por fim, acredita ter demonstrado a impossibilidade mesma de se constituir ou demonstrar qualquer verdade que seja, inaugurando o chamado “perspectivismo”.

      Assim, sua jornada filosófica termina em uma fatal conclusão, bastante infantil e patética mas absolutamente previsível desde o começo de seus textos quando já flertava contra a verdade filosófica: “é verdade que não existe verdade”.”
      O texto é especificamente sobre o egoísmo e não sobre a filosofia Nietzscheana como um todo, e sim, é verdade que Nietzsche afirma em sua obra “Humano demasiado humano” a seguinte frase “não existem fatos eternos assim como não existem verdades absolutas”, mas essa frase se refere exclusivamente quanto a eternidade dos fatos, ele não estabelece nenhuma forma de relativismo nisso, e vale lembrar que Nietzsche muda de opinião posteriormente, nas obras “A gaia ciência” e “Assim falou Zaratustra” ele cria a teoria do eterno retorno, que é uma teoria que prega que certos fatos sempre serão eternos pois eles se repetirão no passado, presente e futuro, é o caso das guerras, epidemias, doenças e revoltas populares, ou seja ele já está indo de encontro com a frase que ele teria dito anos antes em “Humano demasiado humano”. Você também fala sobre o perspectivismo, mas o perspectivismo não nega a existência da verdade, muito pelo contrario, o perspectivismo parte da premissa de que existe uma verdade, -exemplo: 1+1 é 2- mas toda verdade possuiria inúmeras perspectivas diferentes, mas isso não torna a verdade relativa, para um perspectivista sempre vai existir uma verdade, podemos nunca descobrir qual é essa verdade mas o fato é que ela existe(isso já é uma verdade). “E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: “Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e sequência – e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez, e tu com ela, poeirinha da poeira!”. Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasses assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que lhe responderías: “Tu és um deus e nunca ouvi nada mais divino!” Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse: a pergunta diante de tudo e de cada coisa: “Quero isto ainda uma vez e inúmeras vezes?” pesaria como o mais pesado dos pesos sobre o teu agir! Ou, então, como terias de ficar de bem contigo e mesmo com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação e chancela?”(Síntese da teoria do eterno retorno presente em “A Gaia Ciência”, link do pdf la em baixo)
      Quem realmente estuda Nietzsche sabe que sua opinião foi mudando com o passar dos anos e pelo visto você não entendeu nem o que ele dizia no passado.

      “É salutar lembrarmos de que, graças exatamente a existência de uma universalidade de conceitos éticos compartilhada, portanto, por todos os seres racionais, é que se torna necessário que todo e qualquer tipo de postura leviana, que traga impactos negativos para a coletividade tenha que ser amparada por algum tipo de justificação no plano teórico. Em outras palavras: não importa o quão absurda e injusta seja a postura de indivíduos, partidos, empresas ou grupos sociais em geral; ou o quanto eles afirmem desprezar conceitos como ciência, verdade, ética universal e afins. Eles sempre terão que encontrar uma retórica de legitimação para disfarçar o uso da força e a injustiça. Do contrário, por que Hitler se daria ao trabalho de dissimular seus planos mesquinhos de poder e dominação criando uma tese de justificação como o Arianismo?”
      Foi bom você falar em ética, você tem razão, a ética é universal e absoluta(isso já é uma verdade também) mas você a deturpa ao querer usar a lei para coagir pessoas pacíficas, primeiramente, a punição não é contra quem pratica o mal contra a coletividade, a ética trabalha com indivíduos, só existem indivíduos, inclusive a ética surge para evitar conflitos entre indivíduos e não conflitos entre coletividades, o coletivo é mera consequência da existência dos indivíduos, ao querer reprimir o egoísmo por meio da coerção estatal você está defendendo aquilo que Frédéric Bastiat classificava como espoliação legal, ou seja você está deturpando a ética ao utilizar o Estado para impedir a liberdade individual de uma pessoa X, a lei serve para proteger os indivíduos da espoliação e não para espoliar os mesmos, você está simplesmente deturpando uma norma ética.
      “Mas como identificar a espoliação legal? Muito simples. Basta
      verificar se a lei tira de algumas pessoas aquilo que lhes pertence e dá
      a outras o que não lhes pertence. E preciso ver se a lei beneficia um
      cidadão em detrimento dos demais, fazendo o que aquele cidadão não
      faria sem cometer crime. Deve-se, então, revogar esta lei o mais depressa
      possível, visto não ser ela somente uma iniquidade, mas fonte
      fecunda de iniquidade, pois provoca represálias. Se essa lei — que
      deve ser um caso isolado — não for revogada imediatamente, ela se
      difundirá, multiplicará e se tornará sistemática.
      Sem dúvida, aquele que se beneficia com essa lei gritará alto e forte.
      Invocará os direitos adquiridos. Dirá que o estado deve proteger e
      encorajar sua indústria particular e alegará que é importante que o
      estado o enriqueça, porque, sendo rico, gastará mais e poderá pagar
      maiores salários ao trabalhador pobre.
      Não se ouça este sofista. A aceitação desses argumentos trará a espolia-
      ção legal para dentro de todo o sistema. De fato, isto sempre ocorreu. A
      ilusão dos dias de hoje é tentar enriquecer todas as classes, à custa umas das
      outras. Isto significa generalizar a espoliação sob o pretexto de organizá-la. ” A Lei de Bastiat página 21(o link do pdf estará la em baixo)
      “O que é então a lei? É a organização coletiva do direito individual
      de legítima defesa.” A lei, página 11

      “Eles sempre terão que encontrar uma retórica de legitimação para disfarçar o uso da força e a injustiça. Do contrário, por que Hitler se daria ao trabalho de dissimular seus planos mesquinhos de poder e dominação criando uma tese de justificação como o Arianismo?”
      Engraçado você citar Hitler pois ele subiu ao poder justamente criticando o egoísmo, afirmando que os judeus seriam propagandistas do egoísmo capitalista, acho melhor você estudar sobre quem você está citando.

      FONTES:
      Assim falou Zaratustra(PDF)
      A Gaia Ciência(PDF)
      A Lei(PDF)
      Hitler criticando o egoísmo capitalista judeu(youtube)

    • Discuta com o que ele mesmo escreveu em “Crepúsculo dos ídolos” e “A vontade de poder”
      Tenha um bom dia

  2. 1 – Este blog faz parte de uma espécie de conglomerados financiados por partidos de direita, extrema direita a afins, que por sua vez são financiados por Instituições norte americanas. Tal movimento é bem conhecido e recebe a alcunha de “Think Thanks”. Seus congêneres são o “Ilisp”, o “MBL”, o “Vem pra Rua” entre outros. Tudo farinha do mesmo saco. A maior parte deles já teve sua verdadeira origem desmascarada e a fonte de seus financiamentos revelados. A esquerda sempre afirmou que isto acontecia, que havia gente grande por trás dessas páginas liberalóides, mas, até aparecerem as provas, o discurso era o mesmo: “somos ápartidários”; “somos livres pensadores”; “não somos políticos” e blá, blá, blá.

    2 – Disse que eu parti para falácia “ad hominem” e que não refutei diretamente nenhum dos pensadores citados e/ou seus escritos. Em primeiro lugar, se tivesse lidos, discutido e interpretado coerentemente todas as obras do Nietzsche, saberia que, mesmo que eu estivesse partindo para um argumento “ad hominem” não haveria problema algum, de acordo com a própria filosofia NIetzschiana, uma vez que seus textos rompem definitivamente com conceitos universais de verdade, inaugura o perspectivismo, propõe uma valorização filosófica da mentira, recomenda manter-se inimigos, etc, etc, etc… Nada haveria de “errado” ou de “incoerente” em criticar qualquer coisa que seja para alguém que evoca a filosofia de Nietzsche como coonestadora do egoísmo. Incoerência seria reclamar do interlocutor (ou adversário) por ter supostamente agido de maneira injusta quando o autor que se defende aniquila com o conceito tradicional de injustiça. Jogos sujos de retórica são absolutamente permitidos e valorizados no Nietzschianismo. Simplesmente ridículo. Demonstra que não leu tudo sobre o Nietzsche ou o evoca só quando convém. A segunda hipótese, ao menos, estaria em conformidade com sua filosofia. Mas este caso é flagrante desconhecimento do autor mesmo. Nem artimanha é.

    3 – se citei que o sentido último da filosofia dele era o perspectivismo e que ela depõe contra as pretensões de quem tenta usar o texto dele para qualquer coisa, já é mais do que demonstração de que, sim, me ative diretamente ao texto, aos autores e a refutação da sua tese, ao contrário do que vc afirmou.

    4 – O texto é especificamente sobre o egoísmo e não sobre a filosofia Nietzscheana como um todo, – Mera desculpinha infantil para justificar o desconhecimento da filosofia do pensador que cita para justificar comportamentos sociais.

    5 – é verdade que Nietzsche afirma em sua obra “Humano demasiado humano” a seguinte frase “não existem fatos eternos assim como não existem verdades absolutas”, mas essa frase se refere exclusivamente quanto a eternidade dos fatos, ele não estabelece nenhuma forma de relativismo nisso. Só assina em baixo que não conhece absolutamente nada de Nietszche. Não foi além da leitura de dois ou três livros. Não entendeu a conexão entre eles. Não percebeu uma evolução teórica progressiva começando desde a Gaia Ciência e sendo praticamente finalizada no Zaratustra. Em suma, não foi além da mediocridade da modinha de internet de citar frases soltas do Nietzsche completamente mal interpretadas e fora de contexto.

    6 – Em nenhum momento falei que Nietzsche era relativista. pelo contrário. Sua filosofia inaugura o chamado “perspectivismo” que é um passo bastante além do relativismo. Só sabe a diferença quem estudou a respeito. Google não resolve nesses casos.

    7 – Diante de uma filosofia perspectivista não há demérito ou incoerência em contradizer escritos anteriores, mudar de opinião ou coisas afins. É por isso que descarto esse pensador para julgamento do mundo, de teorias, de filosofias, ou do que quer que seja. Pura contradição no terreno fértil onde vale tudo.

    8 – ” nas obras “A gaia ciência” e “Assim falou Zaratustra” ele cria a teoria do eterno retorno, que é uma teoria que prega que certos fatos sempre serão eternos pois eles se repetirão no passado, presente e futuro.” – Novamente demonstrando que não entendeu porra nenhuma do Nietzsche e que não consegue estabelecer relações entre os textos e os excertos. Obviamente isto é dificultado pelo fato de o pensador escrever propositalmente em “aforismos”. Quem tem hábito de pesquisa de internet, preguiça e pouca prática de interpretação de textos vai acabar fazendo como todo mundo faz: pegar uma frase solta do cara e usar para tentar justificar o que bem entender ou usar como frase de efeito. Mas vou ajudar a esclarecer este tema: Nietzsche não tem uma teoria que prega absolutamente nada. Isto seria contra o sentido último, final da sua teoria, o perspectivismo. lembre-se que no livro que vc leu, ele rompe com a ciência. Logo, como poderia ele fazer uma teoria que afirmasse qualquer coisa sobre a natureza, a física, ou afim tal qual sua defiinição porca do “eterno retorno”.

    9 – Infelizmente, vou ter que me dar ao trabalho de explicar a questão do eterno retorno em Nietzsche. ela não pode absolutamente ser compreendida sem ler todos os demais textos, sem ter feito as conexões e correlações entre eles e sem considerar o sentido último da sua filosofia e os valores que estabelece. O chamado “eterno retorno” não tem pretensões de tese, teoria, ou qualquer coisa semelhante. É uma demonstração prática de como o indivíduo que abandonou todos os ídolos deixados para trás (ciência, verdade, conhecimento, etc) e inaugurou em seu íntimo os novos valores oriundos desta transformação fará para viver a vida e estabelecer um sentido para ela. A suposta teste do eterno retorno está intimamente ligada com a perda da crença na vida após a morte, na eternidade, na alma além de um corpo físico, um sentido universal para a vida, etc. Ele diz que toda a cultura ocidental, graças a influência, principalmente de pensadores como Platão ocasionava um modo de crença e princípios que eram desvalorizadores da própria vida. Imaginar uma vida após a morte quando não existe faz desvalorizar a única vida que se tem. Uma forma prática de retomar a vida como valor principal, como guia de conduta, é viver como se (apenas como se) cada dia de sua vida fosse se repetir eternamente, de forma que o indivíduo tivesse que reviver tudo o que viveu novamente para sempre. Obviamente, se sua vida foi um lixo, este pensamento será estarrecedor. Ao contrário, se sua vida foi boa, este pensamento será fortalecedor da mesma. este é o sentido do eterno retorno. Não é uma tese de conhecimento natural. e isso vc não vai encontrar no Google, nem na Wikipédia.

    10 – ‘Foi bom você falar em ética, você tem razão, a ética é universal e absoluta(isso já é uma verdade também) mas você a deturpa ao querer usar a lei para coagir pessoas pacíficas”. – novamente em flagrante contradição com o texto que utiliza para justificar posturas egoístas. Absolutamente contrário ao Nietzschianismo que não considera nem mesmo a verdade universal, que dirá a ética. ele fal em moral em lugar da ética. Aliás, mais do que isto. Ele substitui uma moral por várias morais, adequadas ao povo que as cria, que as inventa. logo, não há maior contradição do que falar em universalidade da ética e evocar Nietzsche para justificar o egoísmo, principalmente o de classe.

    11 – “Você também fala sobre o perspectivismo, mas o perspectivismo não nega a existência da verdade, muito pelo contrario, o perspectivismo parte da premissa de que existe uma verdade” – Para Nietzsche existe uma verdade mas ela não é absolutamente o mesmo conceito de verdade da cultura ocidental. Não é o mesmo conceito de verdade da ciência, não é o mesmo conceito de verdade da filosofia, não é o mesmo conceito de verdade da religião. pra começar, o conceito de verdade da cultura ocidental citado parte de algumas premissas que a definem, como, por exemplo, ser a verdade “atemporal” ou seja, valer para todas as épocas, em todos os períodos, independentemente do seu contexto histórico. E isto nada mais é do que uma espécie de “ampliação não autorizada” da fenomenologia Kantiana que estabelece uma verdade para o universo material que, apesar de existente, ter que ser pressuposta, é inatingível, dado o próprio aparato sensível e racional da humanidade. Em suma, tal como Kant, afirma que existe uma verdade mas que ela não pode ser alcançada, conhecida. Contudo, eles não estão absolutamente falando da mesma cisa ou concordando em nada. Sua noção de verdade é diferente.

    12 – Tudo o que vem a seguir no parágrafo iniciado com ““Mas como identificar a espoliação legal? Muito simples. Basta
    verificar se a lei tira de algumas pessoas aquilo que lhes pertence e dá a outras o que não lhes pertence” depõe novamente contra sua tese central de justificação ou coonestação do egoísmo. Pra início de conversa, nem toca no assunto do estabelecimento da propriedade privada como direito legal garantido pela lei, pelo governo, pelo sistema, pela polícia, etc. tampouco dialoga com os autores contratualistas como Hobbes e Houseau imprescindíveis ao tema legalidade vs justiça.

    13 – “Engraçado você citar Hitler pois ele subiu ao poder justamente criticando o egoísmo, afirmando que os judeus seriam propagandistas do egoísmo capitalista, acho melhor você estudar sobre quem você está citando.” – Sua crítica é que é engraçada. Pressupõe coisas ridículas como por exemplo:

    a) Hitler falava a verdade e era absolutamente honesto e coerente em suas teses e discursos.
    b) O nazismo de Hitler não era capitalista ou era anti capitalistas

    Vc basicamente está acreditando em Hitler quando ele usa da desculpinha, da retórica grosseira de insultar os judeus por serem egoístas em seu modo de ação capitalista. Hitler era egoísta e era capitalista. É claro que, vc deve estar tentando ser coerente com os outros bblogs liberalecos da extrema direita, os outros think thanks que deram pra tentar confundir os jovens sem cultura e conhecimento histórico de que Hitler era socialista ou que ele era “de esquerda” para gerar descrédito ao socialismo. Mas esta tese é tão ridícula, tão infantil, tão escrota que nem valeria a pena destroçá-la. Até por que várias páginas socialistas como a “Anarcomiguxos” por exemplo, já fizeram o favor de esclarecer os eventuais incautos e desmerecer essa tese patife.

  3. RETIFICAÇÃO: Não percebeu uma evolução teórica progressiva começando desde O CREPÚSCULO DOS ÍDOLOS e sendo praticamente finalizada no Zaratustra.

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