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Racionalismo ou empirismo, que tal ambos?


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Quando falamos em epistemologia, sempre aparece em nossa mente 2 teorias do conhecimento, o racionalismo, teoria que tem suas raízes em Platão e que é desenvolvida pelo filósofo francês René Descartes, a outra teoria é o empirismo, cujas raízes nascem com o grego Aristóteles(aluno de Platão) e que evolui até chegar ao empirismo britânico de John Locke. No artigo de hoje explicarei as 2 teorias do conhecimento e mostrarei que é possível haver uma síntese entre ambas, como nos mostra o filósofo Immanuel Kant.

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RACIONALISMO

O racionalismo é uma teoria do conhecimento que privilegia a razão como meio de conhecimento e explicação da realidade, ou seja, segundo um racionalista, tudo que você conhece viria da razão, esse tipo de pensamento começa no século V antes de Cristo, com o filósofo grego Platão e sua alegoria da caverna. Segundo Platão haveriam 2 mundos, um mundo real(mundo sensível) que é o que vivemos e o mundo das ideias(mundo inteligível). O mundo sensível seria como se fosse uma sombra de sua forma ideal no mundo inteligível, ou seja uma tentativa de cópia, mas a sombra nunca ficaria perfeitamente igual ao original. A verdade estaria no mundo das ideias, mas para poder chegar ao mundo das ideias você teria que sair da caverna(mundo sensível), porém, somente com a alma racional você poderia sair da caverna.
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No século XVII temos o nascimento do racionalismo moderno com o filósofo francês René Descartes, que serve de inspiração para mais 2 grandes racionalistas, Baruch Spinoza e Gottfried Wilhelm Leibniz.

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Platão                                       René Descartes              Baruch Spinoza                 Gottfried W. Leibniz

 

EMPIRISMO

O empirismo é uma teoria do conhecimento que prega que o conhecimento vem apenas da experiência sensorial, ou seja, segundo um empirista você só pode conhecer algo ao evidenciar o mesmo, por exemplo, você só poderia conhecer uma árvore pois você já viu um árvore, se você nunca tivesse visto, você não a conheceria. O empirismo surge no século IV antes de cristo com o filósofo grego Aristóteles ao fazer uma oposição à alegoria da caverna do seu mestre Platão,  para Aristóteles, Platão cometeu um grande equívoco ao lançar mão do seu mundo das idéias. Para ele, o esquema dualista platônico teria reduzido o Universal à situação de objeto particular, que se encontra no mundo das idéias. Segundo o ponto de vista aristotélico, o Universal está nas coisas ou nos objetos particulares. Ou seja, a ideia de livro se realiza em cada livro, sem que seja necessário pensar a ideia universal de “Livro” existindo de forma independente no mundo das idéias. Em outras palavras, Aristóteles transporta para as coisas particulares as idéias eternas ou universais (de Platão). Ou ainda, traz para o mundo sensível as idéias eternas de Platão, que existiam independentes no mundo inteligível. Para fazer isto, Aristóteles teve de criar uma nova terminologia, isto é, desenvolver novos conceitos: matéria, forma, substância, acidente, ato potência. Na terminologia desenvolvida por Aristóteles, as idéias eternas ou universais são substituídas pela ideia de “substância”. É esta substância que, quando se lhe cria, produz ou aplica uma forma, se transforma num objeto ou ser singular. Por exemplo, quando damos a forma de uma cadeira à substância madeira, então temos uma cadeira particular. Em outras palavras, uma cadeira particular é composta de uma substância, que é algo universal (neste caso, madeira), e de uma forma, que a particulariza (forma de cadeira). O mundo, do ponto de vista epistemológico (isto é, do ponto de vista do conhecimento), é composto de substâncias (isto é, formas materializadas) e seus acidentes, que são suas qualidades ou propriedades. Dito de outra maneira, as substâncias seriam suportes para as qualidades, como o cheiro, a cor, o formato, etc. Isso significa que os acidentes ou propriedades não podem subsistir sozinhos, como é o caso das cores, por exemplo. Tem de haver uma coisa colorida, pois, do contrário, não há cor. Portanto, apenas percebemos diretamente os acidentes, e as substâncias são percebidas apenas através de suas qualidades, propriedades ou acidentes. Ainda segundo Aristóteles, com relação às mudanças, as substâncias, ou estão em “ato” (prontas, acabadas), ou estão em “potência” (isto é, podendo vir a se tornar algo, a se transformar em algo). Um bloco de mármore, por exemplo, encontra-se em potência, podendo vir a assumir uma forma qualquer, uma estátua. Quando isto acontece, encontra-se em ato, pois assumiu uma forma.
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Platão apontando para cima fazendo referência ao mundo das ideias, enquanto Aristóteles coloca a mão para baixo, para dizer que a verdade está no mundo sensível.
O empirismo moderno surge no século XVII com o empirismo britânico, tradição essa fundada pelo filósofo John Locke, que se baseou no  método empírico de Francis Bacon e de Thomas Hobbes.
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Francis Bacon                       Thomas Hobbes         John Locke                  George Berkeley                 David Hume

 

Mas e ai, qual está certo?

A resposta é: ambos, ai você me pergunta, “como assim???”, calma que eu explico. No século XVIII o filósofo Immanuel Kant faz uma síntese entre o racionalismo e o empirismo, essa síntese se chama IDEALISMO TRANSCENDENTAL, segundo Kant, tanto a razão quanto a experiência são necessárias para compreender o mundo. Certos objetos são compreendidos por meio da experiência, um exemplo disso é o fato de você conhecer o ser humano, você só os conhece pois convive entre eles, mas outros objetos só são compreendidos por meio da razão, por exemplo, para criar a primeira cadeira não foi utilizado a experiência(até porque a cadeira não existia ainda) e sim a razão para imagina-la e depois coloca-la na realidade. Em certas áreas o racionalismo se sobressai como é no caso da análise econômica, como nos mostra a Escola Austríaca, em outras é utilizado o empirismo, como é o caso da psicologia. A questão é, essas 2 teorias do conhecimento não devem ser utilizadas como opostas, devemos uni-las como Kant fez para uma complementar a outra.
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PS: sim a imagem está em espanhol

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Immanuel Kant

FONTES:

A República(PDF), Platão

Empirismo(Wikipedia)

Racionalismo(Wikipedia)

A teoria da alma em Platão

A crítica de Aristóteles a alegoria da caverna

Kant e o idealismo transcendental 

A teoria do conhecimento de Kant(PDF), Fernando Lang da Silveira

Crítica da razão pura(PDF), Kant

Alegoria da Caverna(Wikipedia)

O mito da caverna em Platão – Resumo

 

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