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O Libertario

Não, Nietzsche não era um relativista!!!


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Muitos ignorantes em filosofia(na maioria das vezes esquerdistas) costumam classificar o filósofo Alemão Friedrich Nietzsche(1844 d.c – 1900 d.c) como um relativista devido à seguinte frase proferida por ele em sua obra “Humano, demasiado humano” “Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas.” mas será que essas pessoas realmente souberam interpretar Nietzsche? Vamos analisar. A frase completa é a seguinte “O filósofo, porém, vê “instintos” 3 no homem atual e supõe que estejam entre os fatos inalteráveis do homem, e que possam então fornecer uma chave para a compreensão do mundo em geral: toda a teleologia se baseia no fato de se tratar o homem dos últimos quatro milênios como um ser eterno, para o qual se dirigem naturalmente todas as coisas do mundo, desde o seu início. Mas tudo veio a ser; não existem fatos eternos: assim como não existem verdades absolutas. — Portanto, o filosofar histórico é doravante necessário, e com ele a virtude da modéstia.” página 11 da edição da CIA de bolso
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A frase se refere claramente a eternidade dos fatos, ele nega a existência de fatos eternos mas ele não está relativizando a verdade, o absoluto é referente a uma questão de TEMPO, para ele a verdade era mutável, não relativa ou inexistente. Vale ressaltar que a opinião do Nietzsche mudou quanto a isso, a obra “Humano, demasiado humano” é de 1878, época em que Nietzsche não se considerava um filósofo mas sim um filólogo/poeta e crítico cultural, 6 anos após esse livro, em 1882, Nietzsche lança uma de suas principais obras que marca sua transição para a filosofia, a obra era “A Gaia Ciência”, nessa obra Nietzsche apresenta a teoria do eterno retorno, teoria essa que propunha uma repetição do mundo no qual se extinguia para voltar a criar-se. Sob essa concepção, o mundo era retornado a sua origem através da conflagração, onde tudo ardia em fogo. Uma vez queimado, ele se reconstruía para que os mesmos atos ocorressem novamente. Essa teoria se contrapõe completamente ao que Nietzsche afirmou 6 anos antes, ou seja, vemos claramente uma mudança de opinião do mesmo, pois ele estaria deixando claro que existem fatos que são eternos, ou seja, que sempre irão se repetir, é o caso das doenças, epidemias e das guerras. Abaixo vai o trecho(da obra A Gaia Ciência) em que Nietzsche explica pela primeira vez essa teoria:
“E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: “Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e sequência – e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez, e tu com ela, poeirinha da poeira!”. Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasses assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que lhe responderías: “Tu és um deus e nunca ouvi nada mais divino!” Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse: a pergunta diante de tudo e de cada coisa: “Quero isto ainda uma vez e inúmeras vezes?” pesaria como o mais pesado dos pesos sobre o teu agir! Ou, então, como terias de ficar de bem contigo e mesmo com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação e chancela?” aforismo 341
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Vale lembrar que essa teoria é uma teoria não acabada em vida pelo autor, ele a continua em seu magnum opus,a coletânea(4 livros) “Assim falou Zaratustra” mas morre antes mesmo de escrever os 2 últimos livros do mesmo.
abaixo vai um trecho em que Nietzsche(com o personagem Zaratustra) explica o eterno retorno em seu magnum opus
” Tudo vai, tudo torna; a roda da existência gira eternamente. Tudo morre; tudo torna a florescer; correm eternamente as estações da existência.
Tudo se destrói, tudo se reconstrói, eternamente se edifica a mesma casa da existência. Tudo se depara, tudo se saúda outra vez; o anel da existência conserva-se eternamente fiel a si mesmo.” Assim falou Zaratustra, parte III, capítulo O convalescente, versículo 2
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Mas então, o que Nietzsche era? A resposta é simples, um perspectivista. O perspectivismo se difere do relativismo por uma questão simples, ele não nega a existência da verdade, ele assume que existe uma verdade mas cada verdade possui uma interpretação, podemos nunca descobrir qual é a verdade, mas o fato é que ela existe(isso já é uma verdade absoluta)
“Até que a palavra “conhecimento” tenha sentido, o mundo é cognoscível; mas este é interpretável de modos diversos, e não existe nele um sentido, mas inumeráveis sentidos. “Perspectivismo”. São os nossos desejos que interpretam o mundo: os nossos instintos com seus pros e contras. Cada instinto é uma espécie de sede de domínio, cada um deles possui a sua perspectiva, que sempre deseja impor como norma a todos os outros instintos”
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Como vimos aqui, Nietzsche não era um relativista, mas sim um perspectivista e mudou de opinião quanto a eternidade dos fatos, para aqueles relativistas que insistem em empurrar em debates a frase “Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas.” eu peço que leiam Nietzsche antes de falar do que não sabe.
FONTES:
Libertário individualista utilitarista
Blogueiro
Colunista do O Libertário
Youtuber
Estudante de direito
Jogo poker e xadrez nas horas vagas

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