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O Libertario

Venda de órgãos: colocando em cheque a hipocrisia progressista

Um dos maiores problemas que o Brasil vive atualmente na área da medicina é a falta de doadores de sangue e de órgãos, temos uma fila enorme de pessoas que necessitam de um doador, ao mesmo tempo em que o número de doadores cai com o passar do tempo. Então, qual seria a solução para esse problema? A resposta é simples, o livre-mercado de órgãos!

Para doar um órgão no Brasil, existem diversos requisitos, dentre eles nós temos:
– Ter identificação e registro hospitalar.
– Ter a causa do coma estabelecida e conhecida.
– Não apresentar hipotermia (temperatura do corpo inferior a 35ºC), hipotensão arterial ou estar sob efeitos de drogas depressoras do Sistema Nervoso Central
– Passar por dois exames neurológicos que avaliem o estado do tronco cerebral. Esses exames devem ser realizados por dois médicos não participantes das equipes de captação e de transplante.
– Ser submetido a exame complementar que comprove a morte encefálica, caracterizada pela ausência de fluxo sanguíneo em quantidade necessária no cérebro, além de inatividade elétrica e metabólica cerebral.
– Estar comprovada a morte encefálica. Nessa situação o cérebro está morto, tornando a parada cardíaca inevitável. Apesar de ainda haver batimentos cardíacos, que vão durar apenas algumas horas, o paciente não pode mais respirar sem os aparelhos.
– Necessária autorização da família. Pela legislação brasileira, a retirada de órgãos e tecidos de pessoas mortas só pode acontecer após a autorização dos familiares. Por isso, quem tem interesse em doar órgãos deve manter a família avisada.
– O passo principal para você se tornar um doador é conversar com a sua família e deixar bem claro o seu desejo. Não é necessário deixar nada por escrito. Porém, os familiares devem se comprometer a autorizar a doação por escrito após a morte.
Órgãos que podem ser doados após morte cerebral

Resultado de imagem para doação de órgãos

Só com isso já fica perceptível que há uma certa burocracia na hora de doar um órgão.
As pessoas não doam órgãos por 2  fatores muito simples, o primeiro nós já abordamos que é a questão da burocracia, isso já causa um desincentivo, porém, o principal motivo é justamente a ausência de incentivos. No Brasil não há um incentivo para doar um órgão, além do fato de que você nunca sabe quem irá receber o mesmo, logo o indivíduo deixa de doar justamente pelo fato de que ele não possui nenhum motivo para tal, isso faz com que inúmeras pessoas morram na fila aguardando um doador. Porém, a partir do momento em que você passa a precificar órgãos como rins, pulmões, medulas etc e permite que a pessoa escolha para quem irá doar, você está gerando um incentivo a mais para os doadores. Pessoas que foram fortemente afetadas pela crise poderiam melhorar a sua condição social vendendo um rim por exemplo, ou vendendo 1 litro do seu próprio sangue e conseguiria ter algum lucro com isso, a longo prazo, tal ação iria gerar grandes indústrias e empresas especializadas nesse ramo, empresários comprariam órgãos para revender à quem precisa e com isso teríamos um mercado extremamente atomizado nessa área. Com isso você teria um aumento na oferta de órgãos, consequentemente teríamos um equilíbrio entre a oferta e a demanda e os preços seriam acessíveis a maioria daqueles que estão na fila de espera, a longo prazo teríamos uma redução no número de pessoas na fila de espera, redução essa proporcionada pelo mercado.

Muitos contestam essa ideia afirmando que boa parte das pessoas que estão na fila, não possuem dinheiro para comprar órgãos, porém, as mesmas ignoram inúmeros fatores, o primeiro deles é que atualmente, tanto aqueles que possuem condições quanto aqueles que não a possuem, acabam sendo prejudicados na fila de espera, com a liberação desse tipo de comércio, pelo menos o primeiro grupo já seria beneficiado a priori. O outro ponto que os contestadores ignoram é a questão de que com a liberação, surgiria uma demanda a curto prazo para o surgimento de empresas que vendam órgãos por um preço abaixo da concorrência, isso incentivaria as concorrentes a baixarem o preço também pois ambas querem atender a demanda, essa concorrência acabaria beneficiando diretamente as pessoas de baixa renda. Esse tipo de comércio também abriria espaço para que ONG’s que realizam trabalho social, comprem e doem esses órgãos gratuitamente para aqueles que não possuem a mínima condição, isso já ocorre com alimentos e moradia. Vale lembrar que compras parceladas e empréstimos continuariam existindo nesse tipo de mercado, ou até mesmo a doação em troca de serviços, coisas que já acontecem com outros tipos de mercado nos dias atuais.

As pessoas contrárias a essa tese também ignoram o fato de que esse tipo de comércio inevitavelmente geraria empregos, você vai ter empresários abrindo empresas especializadas nesse ramo, e eles obviamente precisariam contratar funcionários para atuar nessa área, isso faria com que a demanda por funcionário aumentasse enquanto a oferta de desempregados cairia, isso faria com que os salários aumentassem.

Conclusão, esse tipo de mercado beneficiaria não só o receptor, mas também o doador, o empresário e os funcionários.

 

FONTES:

Super Interessante

R7

EBC Agência Brasil

Estado de Minas

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